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Luciana Lachini lança Desequilíbrio estável

O próximo lançamento da 11 Editora será  o livro de contos Desequilíbrio estável, de Luciana Del Caro Lachini, que sai pelo selo editorial 11 Letras. Será no dia 8 de junho, das 18h às 21h30, na Livraria da Vila – Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena, São Paulo.  Jornalista com passagens pelo Valor Econômico e pela Gazeta Mercantil, Luciana é graduada em economia pela Universidade Federal do Paraná e possui especialização em gestão empresarial pela Fundação Dom Cabral. Em entrevista à equipe da 11, ela fala sobre sua obra, carreira e literatura.

 

11 Editora – Qual o tema central de seu livro Desequilíbrio estável? Fale um pouco sobre os contos.

Luciana Del Caro Lachini – Os contos tratam de personagens que tentam viver da melhor forma que conseguem, o que quer dizer que muitas vezes estão desequilibrados, mas de uma maneira estável e suportável. No primeiro conto, por exemplo, o protagonista é um homem de meia idade com dificuldades de relacionamento, e que cria pítons e jiboias para se isolar. Em outros, as histórias são de mulheres que querem se enquadrar nos padrões de beleza. Há também personagens arrependidos de suas escolhas, amargurados pela impossibilidade de voltar no tempo e fazer tudo diferente.

11 Editora – Quanto da Luciana pode ser encontrado na obra?

Luciana Lachini – Acho que bastante da minha visão de mundo está nos contos. Mas a maioria das histórias é imaginada e o gatilho para a criação partiu de alguma inquietação ou de algum acontecimento, que por sua vez disparou a fabulação. Todas têm um pé na realidade, mas não aconteceram de fato. Ou não aconteceram como narradas. Tudo se mistura: realidade, imaginação, percepção, memória.

11 Editora – Você é uma boa leitora de si mesma?

Luciana Lachini – Acredito que não. Pensando nas qualidades de um bom leitor, acho que ele deve conjugar atenção, sensibilidade, capacidade de ler nas entrelinhas, de refletir sobre os acontecimentos narrados e de acolher o estilo de cada autor. Quando termino de escrever um texto, sinto um grande alívio por ter conseguido finalizá-lo e muitas vezes fico satisfeita com o resultado. Mas, ao mesmo tempo, rejeito o que escrevi e passo por uma frustração grande por não ter feito melhor. Com os meus textos, não tenho o distanciamento necessário para exercer as qualidades de um bom leitor.

11 Editora – O que pretende com sua literatura?

Luciana Lachini – Não sei bem se pretendo algo; nunca pensei desta forma. Mas talvez seja compreender um pouco melhor o mundo.

11 Editora – O que a leva a escrever?

Luciana Lachini – Acredito que a surpresa e o espanto com situações que não consigo compreender, ou que acho que deveriam ser diferentes. Em suma, o confronto entre o mundo ideal e o mundo real. Escrever me ajuda a pensar melhor sobre essas situações e me proporciona a possibilidade de modificá-las, o que nem sempre (ou quase nunca) é possível na vida. 

11 Editora – Que avaliação faz sobre a produção literária contemporânea?

Luciana Lachini – Avaliar a produção dos contemporâneos é semelhante a avaliar a produção da própria obra: carecemos do distanciamento necessário para sermos justos. Além do mais, creio que me falta conhecimento para tanto: ainda preciso ler ou reler vários clássicos.

11 Editora – Quando descobriu a vocação para a literatura?

Luciana Lachini – Considerando que vocação pressupõe alguma espécie de chamado, de convocação, comecei a produzir os meus primeiros contos aos 22 anos. Eles eram bem toscos e sou grata por não ter publicado nada. Quando estava na casa dos 30, comecei a participar de oficinas literárias – com Nelson de Oliveira, Renato Modernell, Assis Brasil e Rodrigo Petronio. Elas me ajudaram muitíssimo. Atualmente, participo de um grupo de escrita coordenado pelo Rodrigo, do qual fazem parte Maria Teresa Hellmeister Fornaciari e Ivani Rossi.

11 Editora – Quais foram suas influências literárias?

Luciana Lachini – Nos contos, os autores que me influenciaram foram Hemingway - com seu estilo direto e que exige uma participação grande do leitor, já que as verdadeiras histórias narradas estão muitas vezes ocultas – e Machado de Assis, pela ironia e pelo domínio do gênero.

11 Editora – Já tem planos para o próximo livro?   

Luciana Lachini – Após dois livros de contos, achei que seria um desafio escrever algo mais longo e comecei a escrever uma novela, mas preciso de mais tempo e concentração para levá-la adiante.

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